Thursday, 1 May 2014

Crise de pânico causada por exercício físico?

Olá pessoal! Me desculpem por não ter postado nada por algum tempo! A vida anda meio corrida e fiquei sem tempo de atualizar o blog. Tenho recebido tanto feedback positivo de vocês leitores que decidi voltar e continuar a escrever coisas relacionadas com pânico e ansiedade.

Lembro que quando tinha síndrome do pânico, sofria muito para me exercitar. Ir na academia ou praticar qualquer tipo de esporte era um pesadelo, por isso decidi voltar ao blog hoje e falar um pouco sobre este assunto. 

A pergunta é se uma crise de pânico pode ser induzida por exercício físico e se as vertigens e tonturas que sentimos durante o exercício são causadas pela ansiedade mesmo ou se há algo a mais. 

Desde que você começou a ter crises de pânico, uma das primeiras coisas que fez foi ler online sobre o assunto, certo? Então você já sabe que um dos conselhos mais comuns para as pessoas que sofrem de ansiedade é que elas se exercitem.

Então você lê que deveria se exercitar e já corre para a academia com sua roupa nova. Você chega lá e vê que alguém acabou de liberar uma esteira e então corre até lá antes que alguém chegue primeiro. Você sobe e começa o processo não tão divertido de se exercitar - até aí tudo bem! Depois de descer da esteira, você nota que as coisas não estão tão bem assim. Você sente falta de ar, tontura, vertigens e parece que tudo está rodando. Você se pergunta se isso é normal por causa do exercício ou se é uma bela crise de pânico a caminho. 
  
Exercício físico pode causar ou não tonturas e vertigens? Sim, claro que pode! Você não tem que ter transtorno de ansiedade para se sentir sem equilíbrio ou ter tonturas após exercitar-se. Sentir esses sintomas é absolutamente normal e não tem relação alguma com suas crises de pânico.  

Por que?

Quando nós nos exercitamos, muitas coisas acontecem ao mesmo tempo no nosso corpo. Em primeiro lugar - o músculo cardíaco começa a bater mais rápido para que possa enviar sangue para os músculos que estão se movimentando. Isto por sua vez aumenta o fluxo sanguíneo e provoca a expansão dos vasos sanguíneos. Com os vasos sanguíneos estando alargados, fica mais fácil para o coração enviar todo o sangue necessário para os músculos que estão trabalhando. Quando você para de se exercitar, a circulação do sangue fica mais lenta porque os músculos que estavam trabalhando duro não estão mais pedindo tanto oxigênio/energia. Apesar da sua circulação ter diminuido logo após o fim do exercício, os vasos sanguíneos no corpo permanecem expandidos por mais um tempo e isso pode fazer sua pressão arterial cair, o que pode causar tontura! 

Prevenção 

Apesar de ser comum ficar tonto após/durante um treino, existem algumas medidas que você pode tomar para evitar ou pelo menos diminuir a chance disso acontecer.

Para começar, você precisa comer direito e se manter bem hidratado. Quando nos exercitamos, estamos usando uma grande quantidade de energia e precisamos ter certeza de que o nosso corpo está preparado para lidar com isso. Isso não significa que você tem que comer refeição antes do exercício, mas você definitivamente tem que comer pelo menos um lanchinho e beber água antes e durante o treino, e o mais importate: certifique-se que você está respirando direito durante o exercício. Além disso, evite exercitar-se exposto ao calor ou frio intenso.

Quando as pessoas treinam, especialmente com pesos, elas tendem a prender a respiração sem perceber. Isso obviamente não é uma boa idéia porque seu corpo precisa todo o oxigênio possível durante o exercício. Lembre-se de que oxigênio é seu combustível. Não importa se você está respirando pelo nariz, pela boca ou pelos dois! O importante é o ritmo da sua respiração que precisa ser firme e constante.  

Outra medida preventiva muito importante está no aquecimento e no resfriamento do corpo. Como disse antes, quando você para de se exercitar de repente, a sua circulação sanguínea diminui rapidamente, mas os vasos sanguíneos ainda ficam expandidos por um tempo. Então se você tirar um tempinho do seu treino para  fazer um aquecimento e no final um resfriamento, você está dando tempo ao seu corpo para encontrar com o seu ritmo cardíaco. Isso permite que o seu corpo fique mais em sintonia com o seu coração. 

Alongue-se antes e após os treinos. Quando seu treino estiver chegando ao fim, você não deve simplesmente parar! Você tem que ir parando aos poucos. Se você estiver correndo, vá diminuindo para uma corrida lenta até que vire uma caminhada rápida. Se você estiver fazendo outro exercício que acelere bastante seu ritmo cardíaco, diminua o ritmo gradualmente antes de acabar o exercício até se sentir relaxado e retomar seu fôlego.  

Exercitar-se não tem que ser uma punição. Seja paciente com você mesmo. Às vezes nós ficamos sem praticar nenhuma atividade física por meses ou mesmo anos. Não podemos pensar que podemos voltar aos mesmos exercícios que fazíamos quando estávamos em forma. Seu corpo precisa de tempo para se adaptar à sua nova rotina de exercícios e criar uma resistência. Não tem que ter pressa. Seu corpo vai fazer o que você quer que ele faça mas ele precisa de tempo para construir a força necessária. 

A conexão com a ansiedade 

Então exercício físico pode me induzir a ter um ataque de ansiedade? Sim, pode. Isso porque durante o exercício físico, o corpo se submete à mesma série de mudanças fisiológicas que ocorrem durante um ataque de ansiedade. Sudorese, respiração descontrolada, aumento da freqüência cardíaca, tonturas. Esses sintomas te parecem familiar? Isso acontece especialmente para que está começando a se exercitar a pouco tempo. Você pode sentir um pouco fora de controle e fora de equilíbrio. Isso pode te causar desconforto e ansiedade. Mas lembre-se que exercício físico a longo prazo é bom para você! 

É normal se sentir desconfortável quando você se esforça fisicamente. Sua mente está tão concentrada nos seus sintomas físicos que até o fato do seu coração estar batendo muito rápido pode te assustar. Você faz uma ligação inconsciente entre o que sente durante ou depois de um treino e suas experiências passadas com a ansiedade e crises de pânico - e isso é muito comum. A pessoa que sofre de ansiedade presta muito mais atenção nos sintomas do seu corpo do que uma pessoa "normal". Então, se você sente alguma coisa fora do normal, isso logo se torna uma grande preocupação, quase um tormento.  

Atenção

Ter tonturas e vertigens constantemente depois de um treino não é normal. 
É normal se acontecer de vez em quando, mas não se acontecer com muita frequência. Além disso, se você já se sentiu ou sente tonturas ou vertigens durante um treino, isso pode ser sinal de um problema sério. Neste caso, vá ao médico imediatamente para fazer exames antes de pensar em praticar algum exercício. 


Conclusão 

Eu estive nessa situação quando tinha 21 anos. Eu achava que ia desmaiar e morrer toda vez que ia à academia ou que ia dar uma corridinha no parque ou fazer qualquer atividade que alterasse meu ritmo cardíaco. Eu não conseguia entender por que isso estava acontecendo. Como muitos de nós fazemos quando preocupados com a nossa saúde, fui ao médico e fiz vários exames e os resultados foram todos normais.  O médico simplesmente me disse para respirar direito enquanto me exercitava e não exagerar. Em outras palavras, tudo isso é muito comum. Se você tem esse mesmo problema, vá ao médico e faça os exames que forem preciso... e tire esse peso de você. Uma vez que tiver os resultados dos exames, você se sentirá mais confiante para se exercitar com segurança. 

Lembre-se que se exercitar faz muito bem. Faz bem para a saúde (o que tanto nos preocupa!), faz bem para o coração, para nossa auto-estima (que muitas vezes é destruída pela síndrome do pânico) e é a nossa chance de nos libertar do stress acumulado durante o dia.

Não aceite as limitações que a ansiedade coloca em você. Não tenha medo de enfrentar sua ansiedade. Todos nós somos corajosos quando precisamos ser.

Tuesday, 12 March 2013

Hábitos


"Somos o que fazemos repetidamente."
 - Aristóteles

Esta citação resume tudo perfeitamente. A verdade é que seus pensamentos, seus sentimentos e seu comportamento, são todos um produto do que você faz repetidamente. Por exemplo, se você pensar negativamente o tempo todo, então você vai ver todo o mundo através de uma lente escura. Vira um hábito. Se você continuar com maus hábitos, do tipo que faz você ser negativo, improdutivo e mantê-lo preso onde você está, então nada vai mudar. Se você quiser mudar a sua vida para melhor, você tem que desenvolver bons hábitos que não só te ajudarão a ser mais feliz como também te ajudarão a se livrar do seu pânico e ansiedade.

Ao longo do meu problema com a ansiedade,  desenvolvi um conjunto de regras que eu sigo, e ao longo do tempo essas regras tornaram-se hábitos para mim . Estes hábitos me permitem ser uma pessoa tranquila 98,9% do tempo. Eu acredito que se você fizer também uma lista com seus hábitos atuais e como você acha que eles influenciam nas suas crises, então você vai, pelo menos, poder ter uma idéia de qual comportamento, pensamento e sentimento precisa mudar para te ajudar a reduzir a sua ansiedade e, possivelmente, até mesmo se livrar dela de vez.

Tenha objetivos  
É difícil ser uma pessoa positiva e ter esperanças se você não souber para onde está indo. A incerteza é a melhor amiga da ansiedade, então você precisa quebrar essa relação, tendo uma visão clara de onde você quer chegar. Quando você tem planos específicos, você pode conseguir qualquer coisa! Pense sobre os arranha-céus, pontes grandes, ônibus espaciais e até mesmo a Internet! Não poderiam ter sido feitos se acreditassem que era impossível! Tudo é uma questão de metas e planejamento. Metas fazem as coisas acontecerem. Portanto, pegue uma folha de papel e anote suas metas, o seu plano para atingir esses objetivos e coloque em algum lugar que você possa ver todos os dias. E não importa se o objetivo é grande, pequeno, a curto ou a longo prazo, o que seja. Tê-los em mente em uma base diária vai aumentar suas chances de sucesso.

Pare de reclamar 
Se você sai por aí falando com as pessoas sobre os problemas relacionados às suas crises de pânico o tempo todo, então pare agora. Este hábito é fundamental para o sucesso, porque quanto mais você reclamar sobre os seus sintomas, pensamentos negativos e seu estado geral de infelicidade, mais você alimenta sua ansiedade e seu medo. Reclamar é alimentar sua ansiedade. Isto porque toda vez que você reclama dos seus ataques de pânico, mais seu cérebro continua a fazer conexões sobre a "maldade" e "grandeza" de sua ansiedade, dando assim uma dimensão ainda maior ao problema. Você precisa enganar sua mente, assim como ela tem te enganado com esses sintomas de pânico. Você precisa fingir que não tem medo e simplesmente não se importar com as crises. Eu sei que é difícil, porque a vontade de reclamar muitas vezes é forte, mas tente dar menos importância à isso. Desta forma, você vai com o tempo deixando de dar tanta importância a uma coisa que só te faz se sentir mal, reduzindo assim o poder do seu problema sobre você.

Viva o presente
Ninguém pode prever o futuro, então pare de tentar! Pare de tentar prever seu próximo ataque de pânico. Isso vai ajudar muito a  reduzir a sua ansiedade. Tem dor no peito? Bem, não tire conclusões e ache que é um ataque cardíaco, especialmente se você já passou por todos os exames médicos que provaram que você não tem problema de coração. Em vez disso, concentre seus pensamentos onde você está e em nenhum outro lugar. Não viva no passado e não fique pensando no que a ansiedade vai estar te causando no futuro. E isso vale para os pensamentos, sentimentos e sensações físicas de todo tipo. Fique onde está e mantenha seu pensamento no que está acontecendo agora. 

Pratique auto-confiança 
Parte da razão pela qual você está do jeito que está agora, é porque você não acredita em si mesmo. Você não acha que é capaz de vencer a síndrome do pânico. Este tipo de pensamento é um produto do medo.Você permitiu que o medo tomasse conta de todos aspectos da sua vida. Quem e o que você é. Você tem que acreditar na sua capacidade de não apenas conseguir lutar contra seu medo mas também de poder esmagá-lo com suas próprias mãos. Então, cabeça erguida, pense positivamente, acredite em si mesmo e diga sempre para você mesmo que com o tempo, você vai ser capaz de vencer essa luta. Você tem que acreditar que você pode fazer isso.
 
Baixe a guarda
Uma das coisas mais importantes que você pode fazer para se recuperar da síndrome do pânico é parar de fazer coisas que você acha que irá te proteger. Não só são atitudes inúteis mas que também reinforçam a sua ansiedade e seus medos. E mais, o medo vai lentamente devorar todas as coisas que você gostaria de fazer, até que você acabe ficando dentro de casa o tempo todo. Você faz isso porque você acha que está se protegendo de pessoas, lugares e atividades que vão desencadear uma crise de pânico. Esse alívio de curto prazo alimenta mais ainda a sua ansiedade, seu medo, e te coloca mais e mais limites. Você simplesmente vira uma pessoa limitada. Então, tente fazer coisas que sua ansiedade diz que você não pode ou não deve fazer. Isso não só vai tornar sua vida mais agradável mas também vai cortar as ligações que existem na sua mente entre certas atividades e suas crises de pânico. Você também tem que praticar este hábito o mais frequentemente possível para obter o máximo efeito. Quanto mais você desafiar seus medos, melhor!

Tenha compaixão
Ter compaixão pelos problemas dos outros não é apenas uma virtude, é também uma boa maneira de ficar longe de seus próprios problemas. Quando você age com compaixão você é capaz de não só ajudar os outros - o que é uma grande coisa - mas também lhe dá algo que você muitas vezes não têm, que é a perspectiva. Muitas vezes a ansiedade severa faz você se sentir como se o mundo estivesse acabando e em câmera lenta. Ajudar outras pessoas nos faz ver que todos nós temos problemas, somos todos imperfeitos e também podemos suportar mais do que pensamos ser possível. Você sabe, este site inteiro é um ato de compaixão. E não só tem ajudado outras pessoas mas ajuda a mim também. Chegar até outros seres humanos que sofrem e se conectar com eles e ajudá-los. Saia de dentro dessa caverna escura que você entrou por medo das suas crises de pânico, tente ajudar alguém, da maneira que você puder, dê atenção aos problemas dos outros e pare de focar nos seus. Você vai notar uma grande diferença na sua perspectiva sobre a vida.


Hábitos moldam quem somos de uma maneira profunda. São as pequenas coisas que dizemos e fazemos todos os dias, que determinam nosso estado de espírito e até se vamos ou não passar a vida inteira tendo períodos de crises intensas de pânico. É fácil, muito fácil, fazer as coisas que eu mencionei aqui. Na maioria das vezes, nós queremos resolver problemas de forma rápida, se livrar do pânico de um dia para o outro, mas nós sabemos que as coisas não são fáceis assim. Se você quer voltar a ser "normal", então, trabalhe duro para isso. Se esforce! E não esqueça de que as crises não vão desaparecer de um dia para o outro! Esqueça essas pílulas mágicas e tudo mais que promete cura em curto prazo. Obviamente, há casos em que você precisa sim tomar remédios, mas não se esqueça de que eles só mudam o que é físico! Alteram hormônios e substâncias ou o que for, mas não mudam sua mente! Tomar remédio e esperar sentado que as coisas melhorem é estupidez. Se você não se esforçar e não lutar contra seus medos, então tomar remédio vai simplesmente esconder a sujeira embaixo do tapete. É preciso termos um objetivo, uma meta, ter bons hábitos, disciplina e esperança. Não estou dizendo que isso vai ser fácil, ou infalível, mas você já tentou combater seu medo, seu pânico, sua ansiedade? Então eu acho que é hora de tentar uma estratégia alternativa. 

Experimente estes hábitos e me diga o que aconteceu!

Saturday, 9 March 2013

Reaprendendo a Respirar

Você deve estar pensando: "Oras, mas eu estou respirando, logo sei respirar!" Entretanto a maioria das pessoas desaprenderam a respirar corretamente ao longo de suas vidas.
Observe uma criança pequena dormindo. Veja como sua barriguinha sobe e desce, numa calma de fazer inveja. Essa é a respiração diafragmática ou abdominal. Agora lembre-se dessa mesma criança chorando ou assustada. Essa é a respiração torácica. 

Respirar como um bebê pode ser a chave para lidar com a síndrome do pânico, transtorno de ansiedade caracterizado por crises de falta de ar, taquicardia e sensação de que se vai perder o controle, entre outros sintomas.

Os bebês respiram naturalmente com o diafragma (um músculo em forma de cúpula que fica abaixo dos pulmões). Estudos mostram que quando chegamos ao mundo respiramos de forma correta e vamos desaprendendo ao longo do caminho, não se sabe em que fase e nem porque isso ocorre. Passamos a usar músculos acessórios para respirar (uma combinação de músculos no peito, ombros e pescoço) no lugar do diafragma. Usar mais músculos exige mais esforço e piora a falta de ar. Você pode e deve reaprender a respirar com o diafragma, porque dessa forma você estará usando somente um músculo para respirar ao invés de muitos, consumindo menos energia.

Respiração diafragmática ou abdominal consiste em: ao inspirar, empurrar o abdômen para fora; ao expirar, encolher a barriga e com pouca ou nenhuma movimentação do peito. O diafragma, é quem rege o ciclo. 
A prática garante maior concentração de oxigênio, acalma e relaxa. 
O problema é que, ao longo de nosso desenvolvimento, passamos a adotar a respiração peitoral, principalmente quando estamos ansiosos. E vários estudos mostram que os ataques de pânico podem ter relação com um desequilíbrio de gás carbono (CO²) na corrente sangüínea.  

Especialistas afirmam que a reeducação respiratória, além de prevenir doenças, reduz o estresse, a hipertensão, a depressão e ajuda a rejuvenescer e emagrecer. Auxilia também a tranquilizar o emocional da pessoa e induz o relaxamento.

Num local calmo, em casa, tente a respiração diafragmática da seguinte maneira:

deitado, coloque uma mão na barriga, logo acima do umbigo, e a outra no peito.

inale muito lentamente, procurando fazer de sua barriga um balão expandindo-se. A mão da barriga deve subir e a mão do tórax deve se mexer muito pouco. Respire com muita calma, de maneira regular e suave.

expire muito lentamente, mais ou menos na mesma velocidade que inspirou. Deixe sair todo o ar. Se aguentar, fique um ou dois segundos antes de começar um novo ciclo.
Quando estiver dominando a técnica, você conseguirá fazer corretamente a respiração abdominal quando precisar. Passe a empregá-la em situações de tensão. Pode ser no meio de uma reunião (ninguém vai notar), meio minuto antes de atender aquele cliente importante, no meio do trânsito e principalmente no meio de uma crise de pânico.

Para assistir uma pequena matéria feita pelo Fantástico sobre isso, clique aqui.


Por favor, me conte se essa técnica está te ajudando! :) 

Quais são os piores sintomas?

Das toneladas de sintomas que você tem ou já teve, quais são os que você mais odeia? 

Obviamente não gosto de nenhum dos sintomas, mas se eu tivesse que escolher entre este ou aquele, esses daqui são os que odeio mais:


- Taquicardia
- Tontura
- Dor no peito
- Medo de perder o controle
- Medo de enlouquecer
- Dores/Pontadas na cabeça
- Assustar-se facilmente
- Ondas de frio e calor
- Desespero


Esta lista representa os sintomas que eu tive durante o tempo que enfrentei o pânico. Os sintomas estão em ordem do pior para o “melhor”, mas todos eles, de uma forma ou de outra, me causaram uma grande frustração e, por vezes, raiva. As palpitações foi o primeiro sintoma que eu consegui controlar. Depois de ter feito vários exames no cardiologista e todos eles terem tido resultados normais, decidi que eu tinha que parar de achar que eu tinha algum problema de coração. Acredito que você já tenha ido no médico também e ele disse que você é perfeitamente saudável, né? Pois bem, depois de ter tido a certeza que eu realmente não tinha nenhum problema de coração, passei a respirar fundo toda vez que meu coração disparava, tentava controlar minha respiração e me concentrar no que estava fazendo ou estava prestes a fazer. Então, sem me dar conta, meu coração já estava batendo normalmente.

Uma coisa muito importante nesse momento de pânico é a respiração. Você precisa aprender a respirar novamente, como os bebês. O nome dessa técnica é Respiração Diafragmática.

Respiração Diafragmática é a forma como respiramos ao nascer: ao inspirar, empurramos o abdômen para fora; ao expirar, encolhemos a barriga e há pouca ou nenhuma movimentação do peito. O diafragma, músculo que sustenta os órgãos da parte superior do corpo, é quem rege o ciclo. A prática garante maior concentração de oxigênio, acalma e relaxa.
O problema é que, ao longo de nosso desenvolvimento, passamos a adotar a respiração peitoral, principalmente quando estamos ansiosos. E vários estudos mostram que os ataques de pânico podem ter relação com um desequilíbrio de gás carbono (CO²) na corrente sangüínea.

Em palavras simples, Respiração Diafragmática é quando respiramos movimentando a barriga e não o peito.

(Falarei mais sobre essa técnica no próximo post.)

Taquicardia e dor no peito, são os piores sintomas, porque eles imitam muito bem os sintomas de um ataque cardíaco. Então, não deixe a ansiedade te dominar nesse momento e trazer todos os outros sintomas com ela. Faça uma pausa, preste atenção na sua respiração, respire lentamente para se acalmar e permitir que seu corpo relaxe e seu ritmo cardíaco volte ao normal.

Tonturas. Como eu detesto tonturas. Tontura causa muito medo. Muito medo mesmo. E o que acontece quando você está com medo? Seu coração dispara, a adrenalina bate e você treme, sua, sente calor e sente frio. O medo é a porta. Se você abre a porta para a adrenalina entrar, todos os outros sintomas virão correndo e logo você estará sem controle. 
Demorou muito para eu perceber e entender que esses sintomas não são prejudiciais mas eles podem realmente estragar um dia de trabalho ou até mesmo um passeio. Num minuto você está tranquilo lendo alguma coisa e no outro você acha que vai morrer. Mas não vai.
A tontura, bem vamos dizer que eu não gosto de andar em terreno instável, e é exatamente como ela faz você se sentir. É como andar em um barco com pessoas demais em um lado.

As dores de cabeça, não eram bem dores de cabeça. Eu as chamo de "pontadas". São dores fortes em uma pequena área da cabeça, pode ser qualquer uma. A sensação é de que alguém te deu uma facada na cabeça. Eu achava que estava tendo um aneurisma. Mas aprendi que era só mais um dos sintomas do pânico. O poder da nossa mente é mesmo inacreditável. Precisamos aprender a usar todo esse poder a nosso favor aos invés de nos tornarmos nossos próprios inimigos.

Medo de perder o controle, medo de enlouquecer, medo de quando teremos mais um ataque. Medo. Medo. Medo. O medo é o que sempre nos afunda, que nos impede de ver os fatos logicamente e não nos permite enfrentar os sintomas da ansiedade.  Às vezes você fica algum tempo sem ter nenhum sintoma e acha que a vida está começando a voltar ao normal. Mas o medo não vai embora. Os sintomas até vão, mas o medo fica. Ele está ali sempre te lembrando de que tudo aquilo pode voltar a acontecer a qualquer momento.

Não tenha medo. Antes de qualquer sintoma, o medo é o que precisa ir embora primeiro. Mesmo que seu coração esteja disparado, seu peito doendo, sentido ondas de frio e calor, tonto, achando que está perdendo o controle sobre sua própria vida... lembre-se de não ficar com medo. Nada disso vai te matar, você não vai enlouquecer. Deixe o medo ir embora. Respire e se acalme e tudo vai voltar ao normal.

Eu sei que isso tudo pode te desanimar, mas lembre-se que, apesar desses sintomas serem assustadores, há muitas coisas que podemos fazer para controlar e até eliminar essas sensações estranhas, freqüentes e inexplicáveis.

Não sofra por antecipação, não fique aí sentado com medo do próximo ataque e evitando fazer coisas que gostaria de fazer.
Ao invés disso, tente aprender tudo o que puder sobre como controlar você mesmo e seja proativo na sua recuperação. 

Vai levar tempo... mas você consegue!

Ansiedade e Fobia

Como resultado de uma convivência com a ansiedade, você está vulnerável ao desenvolvimento de fobias.
Por exemplo, eu tive distúrbio de ansiedade por anos e consequentemente desenvolvi síndrome do pânico e como se não bastasse, também Agorafobia (medo de estar sozinho, medo de passar mal em local público, dependência de outros, sentimento de que o ambiente é irreal, agitação,  tremor... enfim). Uma coisa nada legal de se acontecer com uma menina de 20 e poucos anos. Mas, aconteceu e nada eu puder fazer senão lutar contra isso e sim, vencer.

Ter medo de tudo não é uma coisa exclusiva para mim ou para você. Há milhares de pessoas em todo o mundo que têm algum tipo de fobia. O número de fobias que existem é incompreensível e até mesmo inclui coisas aparentemente tolas, como por exemplo a cacofobia ou o medo da feiúra. O problema é que quando você tem transtorno de ansiedade, é extremamente fácil desenvolver e até mesmo criar fobias. 


Acontecia comigo o seguinte: se eu não me sentisse bem um dia na academia, não queria mais ir lá. Como se eu fosse passar mal de novo se eu fosse. Quando eu passava mal no trabalho, era um tormento... eu não podia largar tudo e sair correndo pra casa, como era o que eu queria fazer. Se eu visse qualquer notícia na televisão sobre, por exemplo, bactéria na comida, eu já ficava paranóica em comer fora de casa. Enfim, acabei criando uma bola de neve e acabei vivendo uma vida cheia de medo e consequentemente, cheia de limites. Eu não queria mais ficar sozinha nenhum minuto. Achava que eu ia passar mal e ninguém estaria lá para me socorrer... e então, sem socorro, eu morreria. 

Enfim, parece uma loucura aos olhos de uma pessoa “normal”, que não teve e não sabe o que é viver com síndrome do pânico e transtorno de ansiedade. Aliás, uma parte muito difícil desse mal é se afastar de seus amigos. Não poder contar com eles, porque eles não te entendem... ou porque você acaba tendo vergonha de contar a eles o que está acontecendo com você. Enfim, acabamos por nos tornar “anti-sociais”... e tudo acaba virando uma bola de neve.

Portanto, tenha cuidado e para não replicar os seus medos e transformá-los em fobias. Se concentre em neutralizá-los. Como? É simples. 

Lembre-se que nenhum desses medos que sentimos, faz sentido! Todas as vezes que você achou que fosse desmaiar, você desmaiou? Toda vez que achou que fosse ter um ataque cardíaco, você teve? Você morreu? Não! Então, esses medos são peças que a nossa mente nos prega e precisamos “educá-la” para que ela não continue fazendo. E a única forma de “educá-la”, é não dar razão à ela. É não acreditar do que ela quer que a gente acredite. É por exemplo, respirar fundo e pensar que nada vai acontecer com você quando toda aquele pânico bate. Fique simplesmente tranquilo, relaxe... e ele vai embora tão rápido como veio.

Você precisa se expor (gradualmente) à fonte do seu medo e enfrentá-lo tranquilamente (por mais difícil que seja!).

É possível aceitar a sua ansiedade 100% e assim aliviar todos os males que vem com ela também. A aceitação não é fácil, mas é de longe a forma mais eficaze mais acessível de tratamento. 

Ter fobias é normal, quase todo mundo tem uma. Mas o problema é quando você vira escravo delas. Por exemplo, viver é bem mais fácil pra uma pessoa que tem Coulrofobia (medo de palhaço), do que pra uma pessoa que tem Agorafobia. Ninguém vê palhaços o dia inteiro pela cidade, né? Logo, a Agorafobia limita muito mais a pessoa, do que a Coulrofobia por exemplo. Mas ambas são fobias. E fobia é algo com o qual você não tem que conviver para sempre. Só depende de você se livrar de seus medos. Eu sugiro que você desafie seus medos e os desmascare. Como eu disse, prove pra si mesmo que esse medo não tem fundamento.

Você tem medo da sua ansiedade e pânico e, portanto, permite que ela controle você. Você vive com medo de ter um ataque de novo, não é? Confie em mim, eu sei o que é ter transtorno de ansiedade, síndrome do pânico e todos os seus derivados... é realmente assustador. Mas também sei que, mesmo assim, ainda se pode chegar lá e fazer coisas que você pensa que você não pode mais fazer.

Não precisa correr e nem ter pressa. Engatinhe, se precisar, mas não tenha medo de enfrentar seus medos. 

Acredite, essa é uma das coisas mais libertadoras que você pode fazer!

As Origens da Ansiedade

Você já se perguntou por que você se sente completamente fora de controle quando você está ansioso? 

Quase como um ser primitivo ou algo assim? Bem, é porque - em sua essência - você ainda é um homem/mulher das cavernas.
Pense nisso: se você tirar sua casa, energia elétrica, comida enlatada, carro, celular, e todos os outros aparelhos modernos, você não é nada mais do que um macaco semi-calvo, apesar de ter uma boa aparência.

Veja que, nos últimos 200 mil anos os seres humanos não mudaram tanto assim. Na verdade, com exceção de algumas adaptações comportamentais importantes aproximadamente 50.000 anos atrás, somos fundamentalmente os mesmos.

Eu sei, é meio difícil de acreditar, não é? Quer dizer, se você tirasse do mundo a enegia elétrica e as leis, onde estaríamos? Embora a questão possa parecer sem importância, quando você se sentar e pensar sobre isso, isso explica muita coisa sobre o quão perto nós realmente estamos dos nossos ancestrais.   Eu acho que nós tendemos a esquecer de onde viemos e o que realmente somos, porque é desconfortável para nós pensarmos em nós mesmos como nada menos do que, algo especial.

Mas é o homem das cavernas dentro de você que realmente conta a história sobre o motivo da ansiedade ser uma parte tão importante de você. E se você ignorar essa parte de si mesmo, acho que você perde uma grande oportunidade de dar um passo proverbial para trás e entender as coisas sob outra perspectiva.

Então, vamos começar com uma visualização para nos ajudar a vermos como os povos da caverna nos ajudaram a desenvolvermos a nossa ansiedade.
Imagine-se por um minuto na idade da pedra, com “casacos”  feitos da pele de outros animais e tudo mais. Você está à caça de comida, mas você também poderia muito bem se transformar no “almoço” de outros animais, ao mesmo tempo.

Você acha que já viu lugares perigosos?! Tente-se imaginar no final da era Cenozóica, sem armas ou nem mesmo ferramentas de ferro! Este tipo de ambiente perigoso foi o que levou os seres humanos a desenvolverem um senso de perigo. Sem ele, nós não teríamos sobrevivido. 
Como resultado, ao longo dos últimos milhares de anos, o senso de perigo desenvolveu um “sistema de alarme”. E você sabe muito bem como ele funciona, porque você vê esse sistema de alarme funcionando toda vez que você entra em pânico ou se sente desconfortável/com medo com alguma coisa. 

O que eu estou chamando de “sistema de alarme” é, na verdade, a “resposta de luta ou fuga” (conjunto de mudanças bioquímicas que nos preparam para lidar com as ameaças.). E além disso afetar o modo como nossos corpos reagem ao estresse e ao perigo, também influencia a forma como pensamos. E aí está o motivo de eu estar escrevendo sobre isso.

Para me ajudar a explicar como esse sistema afeta os nossos padrões de pensamento, eu vou usar um exemplo do livro de Daniel Gardner, “A Ciência do Medo”. Nele, Gardner dá uma explicação genial de como o processo do pensamento humano pode ser dividido em dois campos rivais: sentimento e razão, ou o que Gardner chama de Gut e Head.

GUT

Se você pudesse ter o Gut sob controle, toda a sua ansiedade anormal acabaria, porque ele tem grande responsabilidade no seu problema de ansiedade. Gut está por trás dos pensamentos que você tem antes e durante um ataque de pânico, ou qualquer outro tipo de episódio de ansiedade. Os pensamentos do Gut são:

• Subconsciente
• Rápido
• Baseado em intuição
• Associado a “luta ou fuga”

Pensamentos baseadas em intuição podem ser muito rápidos no sentido de que eles fazem você se sentir ansioso antes mesmo de você saiba porque você está ansioso. É absurdamente rápido. É também o tipo de processo de pensamento do qual nossos ancestrais pré-históricos dependiam para sobreviver.

É fácil entender isso, olha só: se você estivesse andando pela floresta e visse um par de olhos brilhantes te olhando atrás de um arbusto, você realmente gostaria de ficar lá e analisar o que você estava te observando? Ou você prefereria deixar o Gut encontrar a melhor saída usando a velocidade da luz?

O Gut é aquele que quando você está atravessando a rua e um carro buzina vindo na sua direção, te faz correr pra calçada sem nem mesmo te dar a chance de pensar se é isso que você deve fazer. O Head, por outro lado é totalmente diferente do Gut.
HEAD

O Head é como o conselho de seus pais, às vezes difíceis de compreender e aceitar, mas está certo quase 99,99% do tempo. Head é a mente racional. É a parte do seu processo de pensamento que você usa para fazer decisões lógicas baseadas em evidências. Head é:
• Consciente
• Lento
• Baseado em fatos
• Calculista

Head nem sempre funciona com o Gut. Na verdade, o Gut, em muitos casos irá competir com Head para decidir a melhor ação ou reação para as coisas. E quem você acha que ganha na maioria das vezes? Claro que é o Gut. Isso acontece porque você não precisa de nenhum esforço para seguir o Gut, é mais fácil ir com o fluxo do instinto e hábito.
E quando se trata de como você pensa, os hábitos têm uma enorme influência sobre você e sua luta diária contra a ansiedade. Uma grande parte do porque isso acontece, está relacionada ao uso não intencional de algo chamado de “Viés de Confirmação”.

Viés de Confirmação é quando você favorece uma informação que reforça algo que já acreditamos. É como quando alguém ouve uma notícia sobre um tiroteio em alguma escola e diz: "viu, as armas são ruins e devem ser proibidas." Nesse caso, o evento ruim apenas confirmou o que a pessoa já acreditava.

Também é semelhante a quando você tem um sintoma de ansiedade física, como dor no peito por exemplo, que você já tem ligada à algo ruim. Então, quando você tem dor no peito, em vez de pensar nisso como se fosse apenas uma dor no peito, você está mais propenso a tirar conclusões precipitadas e achar que essa dor seja um possível ataque cardíaco ou algo nesse sentido. E você se desespera e aí então abre a porta para outros sintomas te atacarem de uma vez só.

Assim, em vez de olhar os seus pensamentos e sentimentos de forma imparcial, com Head, você desenvolveu uma maneira ansiosa de confirmar seus sintomas, o que torna mais difícil para você quebrar o ciclo, porque você confia suas reações para avaliar o perigo que a ansiedade representa para você, no Gut. Como resultado disso tudo, seus ciclos de ansiedade são mantidos vivos - em parte - pelo viés de confirmação, porque ele leva à coisas como:

• Mais generalização
• Filtros de pensamentos negativos
• Ampliação do pensamento/sentimento
• O raciocínio emocional (Gut)
• Interpretação errada de um fato

Então pensando que todo esse medo é causado de forma quase que inconsciente, parece ser para nós uma causa perdida. Mas não é. Você pode realmente usar Head- a lógica - em sua própria defesa, isto é, mesmo que demore, você pode usá-lo para influenciar Gut. Você pode fazer isso através de muita aprendizagem, e re-aprender a informação que desfaz suas suposições falsas sobre a ansiedade. 
Se você aprender que todos os sintomas que você sente durante uma crise de ansiedade não vão te matar, então você se tranquiliza durante a crise e evita que o pânico tome conta de você na hora. E assim você quebra o ciclo. Porque quanto mais ansiedade, mais pânico e quanto mais pânico, mais ansiedade. 

Ao longo do tempo, quando você começar a perceber que a ansiedade e o pânico, por mais nocivos que pareçam ser, eles não matam e nem nos levam à loucura, esta informação consciente vai se infiltrar na sua mente subconsciente onde se pode tomar posse e mudar sua reação à ansiedade para sempre. Tudo isto é possível porque Head é consciente e, portanto, controlável. É acessível a você, ao contrário do Gut, que está escondido nas profundezas da mente subconsciente.

Você precisa saber que não é sua culpa se você acha que a ansiedade (seguida de uma bela crise de pânico) vai matá-lo algum dia. É assim que deve funcionar. Ansiedade é projetada para colocar seu corpo em estado de alerta, usando as mais sórdidas sensações, de modo nadinha agradável!

Mas todos os sentimentos e pensamentos desagradáveis que você tem, têm um propósito no contexto geral, só que para você o efeito disso foi ampliado desnecessariamente, e a chave para você sair dessa, é aprender a colocar tudo isso novamente na linha.

Só não se esqueça de que a ansiedade é uma parte natural de seu instinto de sobrevivência, mesmo que isso te faça se sentir um lixo! E, goste ou não, tudo isso se deve ao fato de que somos pessoas que vivem na caverna do mundo moderno, com o estresse moderno.

Você está andando por aí com um sistema de alarme interno que foi feito para mantê-lo vivo em um ambiente moderno que não existiu por quase um quarto de milhão de anos! Isto é, todo este instinto de medo que tivemos que desenvolver por todos esses anos de evolução, agora não são tão mais necessários como eram quando precisávamos ir à caça contra animais muito maiores e mais fortes que nós. Mas esse instinto de sobrevivência não pode ir embora, ainda precisamos dele... mas de uma forma bem mais “light”.

Isso tem feito as nossas vidas mais difíceis, eu sei... não é fácil para você e para todos nós, que temos esse problema de ansiedade e pânico.

Eu só quero que você saiba que não existe nada na ansiedade que não seja natural ou além da sua capacidade de lidar com ela. Ela tem estado conosco desde sempre, e assim sempre permanecerá. Precisamos apenas saber como lidarmos com ela... e controlá-la ao invés de deixarmos ser controlados.


E eu sei que esse post está meio confuso, tentarei esclarecer mais sobre isso mais pra frente.